Há quase dois anos, o CDS lançou um processo muito alargado e participado para preparar um programa eleitoral arrojado, com rasgo e ambição para o nosso país. Para o Portugal de hoje, certamente, mas sempre com os olhos no Portugal que hoje queremos construir para amanhã, para os nossos filhos e netos.

 

Foi assim que, em novembro de 2017, com a coordenação de três independentes – a Raquel Abecasis, o Sebastião Lencastre e o Pedro Mexia, se lançou o grande projeto do “Ouvir Portugal”, na rua, com muitas contribuições que nos chegaram por mail, redes sociais e cartas, e no ciclo de conferências, uma por cada distrito e Regiões Autónomas.

 

Em paralelo, o nosso Gabinete de Estudos, dirigido pelo Diogo Feio, multiplicou-se em iniciativas onde militantes e independentes em estreita ligação com os nossos deputados, aprofundaram muitas áreas temáticas que em muitos casos ajudaram a uma ação de excelência do nosso grupo parlamentar.

Do congresso do CDS de Lamego, em março de 2018, saiu o grupo [email protected], coordenado pelo Adolfo Mesquita Nunes, e que integrou seis militantes – Mariana França Gouveia, João Moreira Pinto, Ana Rita Bessa, Graça Canto Moniz e Jorge Teixeira - e dois independentes – Nadia Piazza e Pedro Mexia que, juntamente com dezenas de grupos de trabalho, ficou com a incumbência de recolher todos os contributos do Grupo Parlamentar, do Gabinete de Estudos, do Ouvir Portugal e das nossas estruturas distritais, de os selecionar, organizar e preparar um grande programa eleitoral.

 

É esse programa que aqui surge.

 

Este programa eleitoral do CDS é, por isso, de todo o partido, mas vai bem além do nosso partido, numa constante procura de alargamento e abertura que nos enriquecem enquanto partido ao serviço do nosso país.

 

Acreditamos na força criadora das pessoas, na sua capacidade para transformarem as suas vidas, assim o Estado desimpeça o caminho e estabeleça igualdade de oportunidades.

 

Acreditamos no mérito e defendemos convictamente que o esforço e o trabalho de cada um têm de ser compensados.

 

O centro das políticas públicas são as pessoas, não o sistema, e a preocupação maior da política deve ser com as pessoas, não com o sistema.

 

A pessoa pré-existe ao Estado, que se organiza para servir o bem-comum, não para se autojustificar. Por isso a prioridade número um do CDS é baixar impostos, e libertar as famílias e as empresas da maior carga fiscal de sempre.

 

Permitir que cada um construa o seu percurso de vida, que as empresas se criem e desenvolvam com facilidade, passem de micro e pequenas a médias e cheguem a grandes, criem bom emprego, qualificado e com salários dignos.

 

Sabemos que a família é o centro de uma sociedade equilibrada e feliz e que cada pessoa deve poder constituir a família que deseja, sem que cada filho seja visto quase como um luxo a que poucos podem aspirar. Queremos liberdade para construir um projeto de vida em família.

 

Para o CDS uma sociedade humana cuida de quem cuidou e ajuda as famílias a organizarem-se para cuidarem dos seus idosos e doentes, tal como coloca em primeiro plano a qualidade dos serviços de saúde para todos, independentemente da natureza do prestador.

 

Queremos um Estado justo e eficiente e acreditamos um verdadeiro Estado Social de Parceria, que convoca todos os setores – público, privado e social – para a prestação de serviços na saúde, na educação ou no domínio social, das creches e jardins de infância aos centros de dia ou ao apoio domiciliário.

 

Acreditamos que todos juntos podemos fazer chegar o nosso país mais além; não queremos continuar a ser pequeninos, queremo-nos prontos para vencer num Mundo global.

 

Queremos uma escola que nos prepare para os desafios do futuro, dê efetiva igualdade de oportunidades e permita superar contextos mais desfavoráveis de nascimento. Queremos formação destinada à era digital e nos coloque na linha da frente da revolução digital e um ensino superior e investigação que impulsionem a nossa economia. Queremos o Estado a criar condições para dinamizar e impulsionar áreas onde podemos fazer a diferença, do domínio digital à economia do mar e à economia verde.

 

Exigimos uma justiça que funcione e um combate sem tréguas à corrupção. Como continuamos a defender um Estado forte, respeitado e com autoridade nas suas funções de soberania.

 

Olhamos para o nosso território, tão exposto às alterações climáticas, como um ativo, uma riqueza, que temos de preservar, potenciar e legar às novas gerações melhor do que encontrámos. Partir do território para o valorizar, da agricultura, da floresta, do nosso território marítimo, da paisagem que cruza de forma inteligente e com sentido de beleza o natural e o humano, é o nosso objetivo. Queremos um território coeso e preparado para as alterações climáticas.

 

O programa eleitoral é a peça chave da democracia representativa: é o nosso compromisso com o eleitor, é a base da confiança. Estabelece os princípios, as propostas, as ações a que nos propomos. A nossa capacidade para o executar depende mais dos eleitores do que da nossa vontade, que essa é sempre máxima! Com a força dos votos seremos capazes de o fazer cumprir.

 

Este programa, quer no seu foco muito claro, quer na abrangência das suas propostas, revela bem ao que vimos e por que razão faz sentido votar no CDS. Quem nos confiar o seu voto sabe quais as nossas prioridades e o nosso posicionamento. Assim, votar no CDS faz sentido!

 

Assunção Cristas

Agosto 2019